Publicado em: quinta-feira, 16/08/2012

Colecionador de obras queimadas diz que não quer ajuda do governo

Colecionador de obras queimadas diz que não quer ajuda do governoUm incêndio ocorrido na terça-feira, 13 de agosto, na cobertura de um apartamento em Copacabana, no Rio de Janeiro, queimou diversas obras-primas da pintura do nosso país, como o quadro Samba de Di Cavalcanti, que data de 1925, Floresta Tropical, de Guignard de 1938. As obras faziam parte da coleção pessoal do marchand e colecionador Jean Boghici.

Abalado com o acidente, o colecionador lamentou a morte da sua gata no acidente e disse que irá preparar uma espécie de vingança contra o destino: uma exposição com todas as telas que foram salvas no incêndio, que ainda terá suas causas investigadas.

O Estatuto de Museus prevê, desde o ano de 2009, que acervos particulares que tenham relevância para a população brasileira recebam ajuda do estado. Apesar disso, nenhum coleção particular foi incluída nesta categoria até hoje, de acordo com José do Nascimento Júnior, que é direito do Instituto Brasileiro de Museus.

Segundo ele, neste caso, as obras continuam pertencendo ao proprietário e ainda podem ser negociadas, mas o dono dos quadros recebe uma ajuda para que eles possam ter uma manutenção e procedimentos que ajudam na prevenção de acidentes com as obras, como por exemplo os incêndios.

Assim, o Estado pode ser contatado caso exista o interesse do dono. Nascimento contou que ofereceu ajuda a Jean Boghici por conta do seu acervo, mas o colecionador disse que não há a necessidade, pelo menos no momento, de receber a ajuda oficial.