Publicado em: quinta-feira, 12/04/2012

Cobradores terão que pagar pelo prejuízo de roubos a ônibus no Paraná

A partir de agora o cobrador de ônibus que sofrer um assalto em Curitiba, enquanto estiver em expediente, deverá pagar para a empresa de transporte que o contrata, uma parte do dinheiro que for levado pelos ladrões. De acordo com informações de uma das empresas que fazem o transporte público da capital paranaense, a regra está prevista por um acordo coletivo 2012/2013 que foi feito entre o sindicato dos empregadores e dos motoristas e cobradores (Sindimoc).

Um exemplo é o do cobrador de ônibus, Sebastião da Costa, que atua há um ano e foi vítima de um assalto realizado na estação-tubo, no bairro Guabirotuba. Apesar do assalto ter sido testemunhado por quatro usuários do ônibus, avisado à Guarda Municipal e registrado na delegacia pela Polícia Militar (PM), a empresa acabou cobrando de Sebastião R$ 115,00 dos R$ 300 que foram roubados. Na parte do contra cheque continha a descrição “Desconto Autorizado – Assalto”.

Segundo o cobrador, a alegação da empresa é de que os funcionários devem trabalhar com o cofre fechado, entretanto diante de uma ameaça de morte, é preferível trabalhar com o cofre aberto, permitir que o dinheiro seja levado pelo assaltante e ficar com a sua vida. Mesmo com uma cláusula no acordo coletivo, para o Ministério Público do Trabalho(MPT), esta é uma determinação abusiva. Segundo o promotor Alberto de Oliveira Neto seria obrigação do empregador garantir que o funcionário esteja seguro e com integridade. “Não é admissível que o empregado corra o risco de atacado com a única finalidade de proteger o patrimônio da empresa”, afirmou o promotor.