Publicado em: domingo, 23/06/2013

Coalizão da Grécia entra em crise depois de saída de partido

Coalizão da Grécia entra em crise depois de saída de partidoO Esquerda Democrática, membro da Coalizão Grega anunciou durante esta sexta-feira (21) que irá deixar a coalizão que governa a Grécia, e deixará os dois ex-companheiros de união tendo a maioria de apenas três votos dentro do Legislativo. Esta situação pode fazer com que haja uma nova crise na política do país, apenas um ano depois das eleições.

Os 14 membros do partido decidiram que não irão apoiar mais a coalizão, que aprovou reformas que foram decididas conforme a União Europeia e Fundo Monetário Internacional (FMI) depois de um resgate financeiro para o país, em 2012.

Devido a isso, a coalizão governamental vai ter 153 de todas as 300 cadeiras do Parlamento, duas a mais do que a maioria simples. A oposição contava com as 133 cadeiras e agora 14 são independentes. De todos esses, dois disseram que poderiam vir a ser aliar junto ao governo.

A cisão é um protesto contra a decisão de que fosse fechada a emissora estatal ERT, durante a última semana. O líder Fotis Kouvelis da Esquerda Democrático rejeitou a proposta de compromisso junto ao primeiro-ministro, Antonis Samaras, para que fossem recontratados 2.000 de todos os 2.600 funcionários do canal que foram demitidos no começo do mês.

Kouvelis fez a exigência de que a ERT retome transmissões agora, e venham a cumprir decisão que foi anunciada durante a última semana pelo Conselho de Estado, que é o mais alto tribunal judicial no país, e disse que essa é questão fundamental para a democracia do Brasil.

O Esquerda Democrática chega a ser omo terceiro maior partido membro da coalizão, atrás do socialista Pasok, que é do ex-ministro da Economia Evangelos Venizelos e o da Nova Democracia, de Samaras. Esta cisão vai deixar o primeiro-ministro da centro-direita enfraquecido e vai reduzir a chance de cumprir o seu mandato de quatro anos até o final.

Esta ameaça de uma eleição imediata parece que recuou após o primeiro-ministro Antonis Samaras se comprometer a manter reformas no setor público do Brasil, em uma parceria junto ao líder socialista Evangelos Venizelos.