Publicado em: sábado, 23/06/2012

CNBB exige que Congresso e STF tomem providências contra a corrupção e façam as punições necessárias

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) fez duras cobranças ontem ao Congresso Nacional e, também, ao Supremo Tribunal Federal (STF). A CNBB está cobrando providências destes órgãos para a punição de políticos corruptos. O pedido foi lançado em nota oficial do conselho e os integrantes disseram que essas situações de denúncias colocam em xeque a credibilidade das instituições. Os bispos também fizeram cobranças aos deputados e senadores, pedindo mais rapidez nas investigações que estão em andamento, como é o caso da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do bicheiro Carlinhos Cachoeira. A CNBB também se manifestou perante os ministros do STF, pois pediram que os 36 acusados pelo Ministério Público sejam julgados pelos crimes do mensalão, como a lavagem de dinheiro e a formação de quadrilha.

CNBB pede julgamento dos processos e apoio dos congressistas

Há atualmente duas grandes CPMIs no Congresso. Um dos processos está em julgamento do STF e trata-se da CPMI dos Correios, que ocorreu em 2006. A segunda está em andamento do Congresso e trata-se da investigação no esquema de jogos ilegais comandado por Carlinhos Cachoeira. O empresário é acusado de chefiar a quadrilha no Estado de Goiás e de envolver agentes públicos e privados, como a Delta e funcionários públicos. Perante esses dois grandes momentos de decisão, os bispos pediram que o Congresso dê alguma finalidade para a CPMI, pois os congressistas são responsáveis em representar a sociedade. O cardeal Raymundo Damasceno Assis, presidente da CNBB, disse que o julgamento é importante para que tudo não termine em pizza, já que foram trabalhos de um período longo em cada uma das CPMIs.

O STF deve agendar para agosto o julgamento do mensalão, no entanto o presidente da BNBB salienta que se a justiça não cumprir sua missão, isso abre portas para que novos crimes sejam praticados por políticos e funcionários públicos.