Publicado em: quarta-feira, 21/01/2015

Clareador dental só poderá ser vendido com receita de dentista

De acordo com uma nova regra determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, a compra de clareadores dentais só será efetuada pelo paciente comum com uma prescrição do dentista em mãos. A medida foi anunciada pela Anvisa na última semana, mas não foi publicada no Diário Oficial da União até o momento. A previsão é que a regra esteja valendo nos próximos dias. A medida é válida para qualquer produto encomendado para clareamento que tenha uma concentração de peróxido de hidrogênio ou peróxido de carbamida acima de 3%.

De acordo com o presidente do Crosp, o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo, Claudio Miyake, a grande maioria dos produtos que são vendidos para clareamento dental estão enquadrados nesse perfil. Ele explicou que para o clareamento dos dentes, o porcentual das substâncias indicadas pela Anvisa costuma ser maior. Enxaguantes bucais e pastas dentais que também apresentam estas substâncias na composição não devem sofrer alterações, já que o índice deve ficar abaixo de 3%. De acordo com ele, os produtos deverão agora ser comercializados com tarja vermelha na embalagem, informando que a venda acontece apenas com prescrição odontológica.Clareador dental só poderá ser vendido com receita de dentista

Conforme a nova medida, até mesmo a publicidade dos referidos produtos para clareamento devem conter essa informação para os consumidores. A nova resolução, que foi motivada por entidades odontológicas, quer evitar que os pacientes sofram possíveis efeitos colaterais, que podem ocorrer pelo mau uso dos produtos. Usar clareador em quem tem doenças nas gengivas ou nos ossos de suporte, pode resultar em agravamento dos problemas. É preciso também atenção redobrada para quem tem prótese ou mesmo restaurações simples na boca, porque o clareador pode aumentar a sensibilidade.

Medida pode resultar em venda irregular de clareador dental

Os grupos se organizaram para a medida da Anvisa devido a venda irregular de clareadores na internet, sem o registro da Agência. De acordo com os envolvidos, a entidade não quer proibir o uso de clareadores e nem retirá-los das farmácias, apenas garantir que o paciente tenha tido recomendação odontológica adequada para o uso do produto, evitando problemas no futuro que podem acabar sendo irreversíveis.