Publicado em: sábado, 17/12/2011

Civis e militares voltam a se confrontar no Egito

Manifestantes egípcios e a polícia local voltaram a entrar em confrontos na sexta-feira (16), que resultaram na morte de ao menos oito pessoas e outras 299 ficaram feridas. O motivo que levou aos embates teria sido o desmonte de um acampamento de civis em frente ao prédio do Governo, localizado em Cairo, capital do Egito, que tinha por objetivo protestar contra os militares que ocupam o poder desde a queda de Hosni Mubarak, ex-presidente ditador.

Os civis foram impulsionados a continuarem lutando contra a força militar que reprime o país depois que uma foto de um militante apanhando de militares foi divulgada na internet e se tornou popular. Na quarta-feira e na quinta-feira foram realizadas eleições pacíficas, que teriam como objetivo garantir algumas das reivindicações exigidas pelos civis para a verdadeira transição do poder. Contudo, isso não foi suficiente. De acordo com testemunhas, um clérigo do Al-Azhar, instituição religiosa mais eminente do país, Emad Effat, teria sido um dos mortos.

O clérigo seria um dos representantes do ativistas que mantinha posição crítica com relação aos militares. No confronto de sexta-feira, Effat teria sido atingido por uma bala na região do coração. Outro ativista, Sahar Abdel Mohsen, afirma que viu dois corpos sendo levados ao hospital.

O porta-voz do Ministério da Saúde, Hisham Shiha, confirmou os conflitos e informou que dois adolescentes e um estudioso islâmico haviam sido mortos com tiros. Além disso, Shiha também declarou que mais de 100 pessoas ficaram feridas. As informações foram transmitidas pela rede de televisão CNN.