Publicado em: quinta-feira, 10/04/2014

Cirurgia bariátrica pode ser responsável pela redução da diabetes em pacientes obesos

Cirurgia bariátrica pode ser responsável pela redução da diabetes em pacientes obesosA reeducação alimentar e exercício físico podem ajudar um obeso a perder peso e melhorar a qualidade de vida, mas em alguns casos, a melhor opção é a cirurgia bariátrica, e é um método que pode trazer um maior bem estar para os que sofrem deste problema, entretanto, não é qualquer pessoa que pode optar pela cirurgia, ela exige que tenha uma indicação médica previamente.

Os benefícios desse método, além de fazer a pessoa perder peso, ela também pode ser responsável por melhorar a diabetes e até mesmo combate-la definitivamente. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, a cirurgia é indicada para obesos que estejam com a doença muito descompensada e já em uso de pelo menos 3 remédios para controle, nessa situação, a melhora significativa da doença gira em torno da perda de peso, se unindo a uma redução na resistência da insulina, também com uma melhor alimentação e a menor quantidade de calorias ingeridas, ocorre uma alteração nos hormônios do intestino.

Em 10 anos

Mesmo com todos esses benefícios adquiridos em pouco tempo, é importante que esse ‘estilo de vida’ se mantenha, porque após 10 anos da cirurgia, a diabetes pode voltar, menos grave e mais controlada, e acontece principalmente em pacientes que voltam a engordar nesse período. Segundo o médico Bruno Halpern, a cirurgia costuma ter mais efeito em pessoas que se descobriram diabéticas há pouco tempo ou ainda estão no quadro de pré-diabetes.

Pacientes que têm a doença há mais de 10 anos, por exemplo, podem não ter nenhuma melhora por causa da condição do pâncreas, que muitas vezes já está sobrecarregado. Mas cada caso deve ser avaliado individualmente, alerta o especialista. Um estudo feito recentemente pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, revela que consumir um pote de 125 gramas de iogurte a cada dois dias é capaz de reduzir em até 28% de chances do paciente ter diabetes do tipo 2.