Publicado em: terça-feira, 04/02/2014

Cinema Nacional em Luto

Grande perda no Cinema NacionalO cineasta Eduardo Coutinho, de 80 anos, foi assassinado a facadas na manhã de ontem, domingo (2), na sua casa na Lagoa, Zona Sul do Rio de Janeiro. O velório acontece na Capela 3 do Cemitério São João batista, em Botafogo e o enterro será ainda hoje.

Tragédia

Daniel Coutinho, 42 anos, filho de Eduardo, foi preso em flagrante pela morte do pai. Daniel, em um surto psicótico, golpeou o pai até matá-lo. Depois atacou a mãe, Maria das Dores Coutinho (62 anos) que, de acordo com o delegado Rivaldo Barbosa, diretor da Divisão de Homicídios, somente sobreviveu porque conseguiu se trancar no banheiro, de onde ligou para o outro filho do casal, Pedro Coutinho. Maria passou por cirurgia e segue internada em estado grave, espera-se que ela se recupere para poder esclarecer o que houve.

Depois de atacar a mãe, Daniel atingiu a si mesmo com facadas na barriga. Então foi até a casa de um vizinho, que afirmou posteriormente que ele não estava concatenando as ideias, e pediu para que ele avisasse o porteiro sobre o acontecido. Voltou para casa e aguardou os bombeiros chegaram, abrindo a porta prontamente. Ele está internado sob custódia no Hospital Miguel Couto.

Carreira

Eduardo Coutinho foi um dos documentaristas mais importantes do cinema brasileiro. Com sensibilidade, sua obra é marcada pela sua capacidade de ouvir ao próximo, registrando emoções e sentimentos das pessoas comuns. Exemplo disso é um dos seus filmes mais famosos, Cabra marcado para Morrer, de 1984, em que retrata a vida de um líder camponês assassinado em 1962. Em Edifício Master, de 2002, retratou os moradores de um antigo edifício situado em Copacabana, chegando a se mudar para ele durante as filmagens. Em junho do ano passado foi convidado a integrar a Ampas, Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que é responsável pela premiação do Oscar. Entre curtas e longas metragens Coutinho deixa cerca de 20 filmes.

(Com informações da Folha)