Publicado em: quinta-feira, 13/02/2014

Cinema latino-americano apresenta histórias íntimas no Festival de Berlim

Cinema latino-americano e o Festival de BerlimO cinema da América Latina tem seis curta metragens em exibição no Festival de Berlim, na Alemanha, um dos mais aclamados eventos do cinema mundial depois do Oscar. Países como o Brasil, Porto Rico, Cuba e Peru tem histórias que trazem a cultura e os problemas da rotina latina até as telas do cinema mundial. Dois filmes cubanos e um peruano vão competir com mais 20 candidatos aos Ursos de Ouro e Prata na mostra. Os três restantes estão sendo exibidos na seção Generation, para jovens e crianças.

Os filmes cubanos são “O Casarão” e “Um paraíso” e o peruano tem o título de “Só posso te mostrar a cor”. O diretor peruano, Fernando Vilchez, traz a história do conflito ambiental da cidade de Bagua, entre policiais e índios. Segundo ele, o Festival de Berlim serve para resgatar o problema esquecido no país e trazer à tona o que classifica como “grande problema da atualidade”: os conflitos ambientais.
“O Casarão” foi dirigido pela francesa Juliette Touin, e traz o drama de Yudi, uma jovem grávida com apenas 15 anos e que mora em uma das instituições em cuba, onde as futuras mães entram semanas antes do parto. Já “Um paraíso”, é da diretora inglesa Jayisha Patel. O curta mostra os suicídios em Cuba, com a história de uma família da localidade cubana de Granma, local onde muitas pessoas tiram as próprias vidas.
O representante brasileiro de curtas no festival é o “Eu não digo adeus, digo até logo” de Giuliana Monteiro, que conta a história de um menino que mora em um vilarejo e é apaixonado por caminhões.

O Festival

O Festival de Berlim, também conhecido como Berlinale, é considerado uma das maiores janelas mundiais para o lançamento de novos talentos, especialmente de direção. Além disso, Berlim abre oportunidades para filmes menos aclamados pelo público, que tiveram menos investimentos e apelo comercial. O evento acontece todos os anos, no mês de fevereiro.