Publicado em: terça-feira, 22/04/2014

Cientistas pretendem testar sangue artificial pela primeira vez em humanos

Cientistas pretendem testar sangue artificial pela primeira vez em humanosDurante os próximos três anos, os cientistas britânicos planejam começar a testar sangue artificial pela primeira vez em humanos. A pretensão é começar a primeira fase de testes em voluntários no final de 2016 ou no começo de 2017. Fazendo parte desta iniciativa está um consórcio de universidades e órgãos do governo do Reino Unido que produzem células de sangue que partem das células tronco, essas células-tronco são as capazes de transformar qualquer outra célula do corpo humano.

Os pesquisadores acreditam nelas como a porta de abertura para a cura de muitas outras doenças, as células que são cuidadas em laboratório, as sanguíneas poderiam ser usadas para transfusões, que são responsáveis para evitar uma série de problemas que são constantemente observados nesse processo, como o fato da transmissão de infecções e a incompatibilidade com o sistema imunológico de quem recebia e quantidade de ferro do sangue do doador. Se esse procedimento for bem sucedido, ele também permitirá que a oferta de sangue disponível aumente para transfusões, em diversos outros países do mundo, como o Brasil, tem o estoque dos bancos de sangue que são abastecidos por doações públicas, são escassos para atender a grande quantidade de solicitações do material.

Células mais novas

De acordo com os pesquisadores, o uso das células sanguíneas que são cultivadas em laboratório também apresentam uma vantagem clínica relacionado ao sangue coletado dos doadores, o que segundo os cientistas, as células que são produzidas artificialmente são mais novas e tem uma maior longevidade. “Produzir uma terapia celular que leve em conta a escala, a qualidade e a segurança exigidas para testes clínicos em humanos é um desafio muito grande. Mas se tivermos êxito, poderemos garantir a populações de diferentes países o benefício dessas transfusões de sangue”, conta o professor da Universidade de Edimburgo, na Escócia, e responsável pelo projeto, Marc Turner.