Publicado em: terça-feira, 19/08/2014

Cientistas desenvolvem tatuagem que pode recarregar bateria apenas com o suor

Cientistas desenvolvem tatuagem que pode recarregar bateria apenas com o suor Para quem acha que fazer exercícios é bom somente para a saúde, se engana, no futuro ele poderá ser responsável até mesmo por recarregar um telefone celular. Durante um encontro da Sociedade Americana de Química, em San Francisco, teve como destaque uma tatuagem que produzi energia por meio do suor. Esse adesivo é constituído por uma biobateria que é alimentada por lactato, uma substancia parecido com o ácido lático, é produzida durante o exercício físico e está inserido no suor. A técnica é nova mas pode futuramente ser usada para prover energia aos aparelhos de monitoramento cardíaco, relógios digitais, e smartphones, de acordo com cientistas americanos.

Os especialistas também já desenvolveram formas distintas de usar o corpo humano para carregar a bateria de aparelhos eletrônicos menores; algumas delas funcionam através do movimento do corpo, outras precisam do sangue para abastecer energia as células de biocombustível que estão estabelecidas no organismo.

De acordo com o cientista Wenzhao Jia, da Universidade da Califórnia, em San Diego, o aparelho criado é o primeiro a usar o suor, se trata de um teste desse conceito. O estudo foi publicado com detalhes da técnica usada na revista científica Angewandte Chemie. Ele completa dizendo que neste momento, ainda não conseguiram produzir tanta energia. Porém, estão trabalhando para que essa tecnologia seja aperfeiçoada afim de conseguir carregar aparelhos eletrônicos de pequeno porte.

Descoberta

A cientista diz que a princípio, a intenção da equipe científica que iniciou o estudo, não era de desenvolver uma biobateria, mas um aparelho de monitoramento de lactato. Os níveis da substancia são avaliados em atletas profissionais para verificar o preparo físico e a eficácia, contudo, o procedimento é avaliado como inconveniente porque geralmente é preciso retirar amostras de sangue. Para que o teste fosse realizado de uma forma mais rápida e menos incomoda, Jia fez uma junção do sensor de lactato a uma tatuagem não definitiva. Em uma entrevista à BBC, ela conta que usou em sua pele e não sentiu quase nada, garantindo que é como uma tatuagem de verdade.