Publicado em: terça-feira, 18/02/2014

Cientistas dão mais um passo a fim de obter a vacina contra o HIV

Vacina contra o HIV: Cientistas dão mais um passoApós muito tempo de pesquisas, mais um passo foi dado em busca de uma vacina anti-HIV. Cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), fizeram um teste em primatas por terem o sistema imunológico parecido com o de humanos, e constataram que o sistema imunológico deles conseguiu resistir e se fortalecer a fim de combater o vírus.

O pesquisador Edécio Cunha-Neto, do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração, que é ligado a USP, afirma que o resultado tem sido positivo, porque foi mais eficaz do que os experimentos feitos com camundongos que tiveram o seu DNA modificado para que sua imunologia ficasse semelhante à dos seres humanos. Ele completa dizendo que as piores e a melhores respostas obtidas nos testes com macacos, foram de quatro a dez vezes maiores do que resultados dos testes feitos com os camundongos. Como o sistema imunológico dos macacos é mais parecido com o dos humanos, ele ficou mais fortalecido quando tiver a necessidade de combater o vírus em caso de contaminação. Os pesquisadores dizem que o objetivo é chegar o mais próximo da realidade dos humanos, até que possam ter certeza e daqui há 3 anos, possa se fazer os testes clínicos com pessoas.

A HIVBr18

Desde 2002 essa vacina tem sido desenvolvida, e é baseada por meio de premissas que nunca foram pesquisadas no mundo, este imunizante que ela contém, e que leva o nome de HIVBr18, foi desenvolvido e é total autoria da USP. Em sua criação, pesquisadores tiveram que identificar fragmentos do HIV, que pudesse dar algum tipo de reação ao vírus no corpo humano, foram detectados 18 deles (por isso o nome HIVBr18), todos eles foram colocados na vacina do DNA. O próximo passo do teste será realizados com outros 28 macacos por um tempo de 24 meses. Todos eles serão divididos em 4 grupos e receberão entre duas a três doses da vacina e em diferentes combinações. Os cientistas acreditam que os fragmentos de HIV em que estão contidos na vacina, seja o suficiente para que o primata consiga combater uma infecção.