Publicado em: quarta-feira, 19/02/2014

Cientistas brasileiros avançam em testes para obter vacina anti-HIV

Cientistas  brasileiros avançam para obter vacina anti-HIVCientistas brasileiros estão cada vez mais próximos de obter vacina anti-HIV. O estudo vem sendo realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), na qual testaram em primatas uma vacina com 18 fragmentos do HIV e foi constatado que o sistema imunológico dos animais conseguiu se fortalecer e até mesmo combater o vírus.

O pesquisador do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração, Edécio Cunha Neto, revela que o resultado é bastante favorável, pois a vacina se mostrou mais eficaz em primatas que os estudos realizados com camundongos. Edécio comemora que os testes com roedores foram 10 vezes inferiores.

O sistema imunológico do chimpanzé, por exemplo, é mais parecido com os humanos e os resultados apresentados fortalecem a tese de que a vacina poderá combater o vírus da AIDS em seres humanos. Agora, o objetivo dos cientistas é se aproximar mais do sistema imunológico humano até que os testes clínicos tenham permissão para começar.

A vacina:

O projeto teve início há 12 anos e é baseado nos estudos já realizados em todo o mundo. Logo após os estudos, os cientistas brasileiros passaram a desenvolver as vacinas e testar em animais. Desenvolvido e patenteado pela USP, o imunizante foi batizado de HIVBr18 e as pesquisas com seres humanos deverá começar em três anos.

Para criar a vacina, os pesquisadores identificaram “partes” do vírus HIV que pudessem desencadear uma reação ao vírus no corpo humanos, destas partes, foram embutidas e transformadas em vacina.

Tanto nos testes realizados com camundongos quanto no dos primatas, os fragmentos do vírus se mostraram eficientes no combate ao HIV. A próxima etapa deverá acontecer nos próximos dois anos com outros 28 macacos e serão aplicados doses diferente da vacina, além da aplicação de três tipos de doenças. Os cientistas acreditam que desta forma, os animais estarão preparados para desenvolver anticorpos e combater o vírus.