Publicado em: terça-feira, 26/02/2013

Cientistas apontam mecanismo que pode favorecer o crescimento de tumores

Cientistas apontam mecanismo que pode favorecer o crescimento de tumoresUma pesquisa que foi publicada pela renomada revista Nature, durante este domingo (24), demonstra que há um mecanismo que liga uma proteína que pode afetar uma quantidade maior do que de 200 genes que estão ligados com a proliferação de células para o crescimento de alguns tumores.

Descoberto ao utilizar células do linfoma de Hodgkin que é um câncer que term origim em gânglios presentes no sistema linfático, o mecanismo da proteína CPEB1 pode é apresentado como um passo para que possa ser desenvolvido um tratamento para que controle o crescimento de várias formas de câncer.

A CPEB1, conforme apontam os cientistas, faz a alteração de uma área específica de uma forma de molécula de RNA. O cientista Raúl Méndez do Instituto de Pesquisa de Biomedicina de Barcelona diz que a CPEB1 faz com que seja tirado o freio de várias moléculas de RNA que fazem a estimulação da desdiferenciação das células, que é o momento em que a célula adulta começa a viver como se fosse uma célula embrionária, e ocorra a sua proliferação.

Méndez que é um dos principais responsáveis pelo estudo diz que as proteínas CPEB, que incluem quatro formatos diferentes, são importantes para que as células se desenvolvam e ocorra a regeneração dos tecidos nos indivíduos adultos. Porém, caso as proteínas estejam em operação de maneira continua, as células corporais realizam a divisão em momentos errôneos e podem formar os tumores.

O pesquisador Felice Alessio Bava, que também é autor deste estudo diz que este achado é positivo do ponto de vista terapêutico, pois aponta que, caso seja retirada a CPEB1 das células saudáveis, a função vai passar a ser feita por proteínas que são deste mesmo grupo. Porém, nos tumores apenas a CPEB1 pode ter a capacidade de que regiões de RNA sejam alteradas e daí agir. Então se essa proteína for removida, isto iria afetar só as células com câncer.

Com este achado, os pesquisadores fizeram uma pesquisa teórica para que pudessem ser identificadas moléculas que poderiam ser utilizadas como remédio para a finalidade terapêutica, de inibição de proteínas CPEB nos tumores, tendo poucos efeitos colaterais para as células que estão saudáveis.

Méndez aponta que não existe remédio hoje em dia que possa influenciar a regulação desta expressão genética no nível que eles apresentaram. A descoberta deles abre uma hipótese para uma ação terapêutica pioneira. Ele diz que a equipe está otimista com o potencial de que as proteínas CPEB possam ser colocadas no alvo.