Publicado em: segunda-feira, 26/03/2012

Cientista político avalia escolha de Serra

De acordo com Valeriano Costa, cientista político e professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), a vitória de Serra nas prévias do PSDB é “a esperança de sobrevida” para o partido no estado de São Paulo. Segundo o pesquisador, embora Serra não quisesse concorrer as eleições municipais, ele era a única chance que o partido possuía para ganhar a eleição na capital paulista em 2012. Se não fosse Serra, o partido poderia perder as eleições em 2012 e ainda corria o risco de perder também em 2014, avalia o professor.

Além dessa estratégia, Costa considera que a indicação petista também pressionou a votação neste domingo. O PT indicou o ex-ministro Fernando Haddad e isso fez com que os militantes pensassem em uma estratégia mais bem sucedida. Haddad, segundo o pesquisador, tem a mesma base eleitoral do PSDB que é a classe média paulistana. Isso fez com que o PSDB escolhesse um candidato a altura para a disputa.

De acordo com Costa, o PSDB precisa pensar nas suas estratégias, pois se Serra perde a eleição em outubro, dificilmente o PSDB ganha o governo do estado em 2014. E com a base fraca em São Paulo, o partido também perde força no restante do país. Para ilustrar o jogo político do PSDB, Costa compara a situação política com um jogo de xadrez, onde a dama é a prefeitura e o rei o governo estadual. A estratégia de Serra é proteger, por meio da prefeitura, a eleição em 2014.

Serra ganhou as prévias com 52,1% dos votos

Serra fez 52,1% dos votos, contra 31,2% de José Aníbal, secretário de Energia do Estado e 16,7% de Ricardo Trípoli, atual deputado federal. Depois das eleições e do anúncio dos resultados, Serra criticou o PT e disse que a militância do PSDB deve enfrentar os adversários petistas. Segundo Serra, enquanto o PT se especializou no uso da máquina pública, o PSDB trabalhou no atendimento do interesse público.