Publicado em: quinta-feira, 01/11/2012

Cientista brasileiro descobre que bactérias presentes no intestino podem atuar como antibiótico natural

Cientista brasileiro descobre que bactérias presentes no intestino podem atuar como "antibiótico" naturalAs bactérias que de forma natural estão no intestino humano podem colaborar com uma nova geração de antibióticos, informam experimentos realizados por um pesquisador brasileiro no Canadá.

Luis Caetano Antunes faz pós-doutorado na Universidade da Colúmbia Britânica, e conseguiu fazer a demonstração de que alguns tipos de micro-organismos presentes na flora intestinal criam substâncias que podem inibir a bactéria Salmonella enterica. A Salmonella é mesma que produz desarranjos intestinais e que se não for tratada logo pode causar morte devido a febre tifoide.

O brasileiro e outros estudiosos conseguiram chegar até as moléculas que tem a capacidade de fazer a detenção do micróbio buscando fazer o entendimento do ecossistema que existe no tratamento intestinal de humanos, que tem de muitas espécies e é composto por trilhões de células.

Haviam pistas que a diversidade ajuda a cuidar da absorção de nutrientes. E faz sentido que substâncias possam ser produzidas no intuito de barrar invasores. E foi exatamente isto que o brasileiro descobriu quando tratou uma cultura de Salmonella com um extrato de fezes humanas. Isto fez a inibição de genes que são empregados pela bactéria na invasão ao organismo. Assim esteve nítido que fora os micróbios que estavam nas fezes que tiveram responsabilidade nisto, porque o estudo com fezes de camundongos não surtiu o mesmo efeito.

Com a utilização de diversas técnicas, como o “Robogut”, que é um aparelho que faz a simulação do funcionamento real de um intestino, que pesquisadores da Universidade de Guelph, também no Canadá criaram.

Antunes e os outros pesquisadores identificaram substâncias que podem ser semelhantes as que os micróbios produzem. Entre as vantagens das moléculas, é reduzir o risco de serem produzidas bactérias com resistência a este tratamento.