Publicado em: quarta-feira, 15/02/2012

Ciência Sem Fronteiras: acordo prevê ingresso de brasileiros em universidades belgas

Foi firmado um acordo entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conseil Interuniversitaire de la Communauté Française (Ciuf), entidade da Bélgica, para realização de intercâmbio educacional e científico de estudantes, através do programa Ciência sem Fronteiras. O Conseil Interuniversitaire é formando por seis universidades belgas.

Estão previstos no acordo mecanismos para a cooperação, intercâmbio de estudantes e pesquisadores, organização de seminários, workshops, simpósios e eventos de ciência e tecnologia, além da troca de informações sobre políticas e estratégias conjuntas em pesquisa e desenvolvimento e acesso a instalações e recursos.

Jorge Guimarães, o presidente da Capes, ao assinar o acordo propôs a inclusão de institutos tecnológicos e de empresas belgas entre as instituições participantes da cooperação. De acordo com Guimarães, inclusões nos mesmos moldes aconteceram na Itália e Reino Unido. Também estiveram presentes para firmar o acordo o embaixador belga no Brasil, Claude Misson e o diretor de relações internacionais da Capes, Márcio de Castro.

Ainda não foram divulgados o número de bolsas que serão ofertados, mas estão participando do intercâmbio as seguintes instituições: Université de Liége (ULE), Université Libre de Bruxelles (ULB), Université Catholique de Louvain (UCL), Université de Mons (Umons), Facultés Universitaires Saint-Louis (FUSL) e as Facultés Universitaires Notre-Dame de Paix (Fundp).

O Programa Ciência sem Fronteiras

O programa Ciência sem Fronteira foi criado em julho do ano passado pelo governo federal brasileiro, com intenção de incentivar as bolsas de iniciação científica e projetos científicos no exterior, com as instituições parceiras. A meta do programa é que sejam distribuídas pelo programa cerca de 75.000 bolsas até o ano de 2014.

Foi criado para promover a expansão da ciência e tecnologia, da inovação e competitividade brasileira. Tudo isso estimulado através do intercâmbio de estudantes de graduação e pós-graduação, somado com a mobilidade internacional.