Publicado em: segunda-feira, 24/03/2014

Chuvas escassas do início do ano deve gerar queda na produção de café no Brasil

Chuvas escassas do início do ano deve gerar queda na produção de café no BrasilA forte seca que afetou o Brasil no início deste ano seguirá trazendo reflexos à economia nacional, especialmente no agronegócio. De acordo com o Conselho Nacional do Café (CNC), as condições climáticas adversas nas regiões produtoras de café do país serão responsáveis por uma redução considerável na colheita das safras de 2014 e 2015.

Esta tendência foi destacada pela entidade representante dos produtores brasileiros foi feita após queda brusca na cotação do café arábica, em Nova Iorque, que foi de 7%. Esta foi a maior variação negativa dos últimos três anos, também motivada pelo clima desfavorável.

Ainda de acordo com o Conselho Nacional do Café, apesar da informação da redução, ainda não é possível quantificar a queda, nem lançar estimativas aproximadas. Isso porque tal informação depende de um levantamento mais concreto, que deve ser viabilizado com as informações da safra no mês de abril.

Casos e casos

Como as variações climáticas foram (e continuam sendo) diferentes em cada região, e há locais onde atualmente ocorre excesso de chuva, enquanto outros locais pouco vêm água, o CNC garantiu que a estimativa de queda não será baseada em análise de uma região específica apenas, e que esse caso requer maior atenção na hora da coleta de dados.

Porém, segundo o Conselho, já é possível garantir que a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), realizada no início de janeiro, não será atingida, já que foi realizada antes da incidência da seca na região produtora. Esperava-se uma safra de em média 48,34 milhões de sacas de café, cada uma com 60 kg do grão. Este total já representaria uma redução em relação a 2013, mas em menor intensidade do que a que deve acontecer.

As chuvas previstas especialmente para a região Sudeste do país também terão influencia na safra e, consequentemente, nos preços do café. Acredita-se que elas possam ajudar a recuperar parte do prejuízo esperado. Entretanto, o calorão do início do ano já trouxe prejuízos irreversíveis em algumas lavouras do grão.