Publicado em: segunda-feira, 03/03/2014

Chuvas e secas causaram prejuízo de 10 bilhões ao agronegócio

Chuvas e secas causaram prejuízo de 10 bilhões ao agronegócioO clima tem atrapalhado os negócios em 2014, de acordo com especialistas, as secas que assolam a região Centro-Sul do Brasil e os elevados índices pluviométricos no Centro-Oeste brasileiro já causaram prejuízo de mais de 10 bilhões de reais ao setor do agronegócio. O cultivo de soja, café, cana, e até mesmo a pecuária de corte e leiteira apresentaram números desfavoráveis no início deste ano, elevando os preços dos produtos ao consumidor, o que certamente poderá afetar na economia, sobretudo na inflação.

A qualidade dos grãos da soja, principal produto exportado no Brasil, poderá ser atingida. Nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul, por exemplo, a ausência de chuvas e as altas temperaturas têm afetado o solo de tal maneira que os agricultores ainda não conseguiram mensurar o prejuízo nas lavouras. Por outro lado, o estado do Mato Grosso, principal produtor da soja no país, sofreu com os elevados índices pluviométricos, as chuvas têm atrasado a colheita, além disso, as ruas e rios alagaram-se, atrapalhando o transporte da produção.

O café é sensível as condições climáticas e tanto as altas temperaturas, quanto as geadas podem afetar a produção. No interior do Paraná, as plantas têm penado com o calor e a qualidade do produto tende a cair quando não há uma condição favorável para o cultivo.

O preço da soja já apresentou reflexos, e deverá chegar a 50 reais a saca. Analistas norte-americanos temiam que o Brasil exportasse mais grãos do que o necessário, mas com as chuvas e seca, não dá para saber como ficará a produção brasileira até lá.

O Paraná é o segundo maior produtor da soja no Brasil, e a seca fez com que a produtividade das lavouras decaísse em quase 15%. Fazendeiros da região acreditavam que o Estado produziria mais de 16 milhões de toneladas de soja, mas sabe-se que a perda poderá ser de mais de 1 milhão de toneladas.