Publicado em: segunda-feira, 05/03/2012

China reduz previsão de crescimento para 2012

A China reduziu para 7,5% o plano de crescimento de seu Produto Interno Bruto (PIB) em 2012. Em 2011 o país alcançou um crescimento de 9,2%. O objetivo dessa redução é a reorientação do modelo de desenvolvimento econômico para o consumo interno, segundo informações repassadas pelo primeiro-ministro, Wen Jiabao. O líder chinês falou sobre o assunto durante a abertura das sessões da Assembleia Nacional Popular (ANP), em Pequim.

Jiabao disse que o país deve acelerar a reestruturação da política econômica levando em consideração a demanda interna, inclusive o consumo, a inovação e a economia de energia. Tudo isso tem por objetivo a construção socialista no campo econômico, político, cultural e social. O país quer chegar estável e preservado em 2013 para realizar o XVIII Congresso Nacional do Partido Comunista Chinês. O Congresso se reuni a cada meia década para estruturar a política chinesa e escolher o Comitê Central do PCCh. O próximo encontro será no próximo outono (do hemisfério norte).

No relatório sobre o trabalho do Governo apresentado na sessão da ANP, perante 2.924 delegados, o chefe do Executivo mostrou uma recuperação global difícil em função da crise. Jiabao disse que a crise financeira internacional continua e persiste em alguns países, no entanto, em nível nacional é preciso resolver problemas institucionais e estruturais.

Segundo Jiabao, as economias emergentes enfrentam problemas com o aumento da inflação e o arrefecimento de seu crescimento. Internamente é preciso equilibrar os problemas e abordar questões referentes ao emprego, agricultura, renda dos camponeses, excesso produtivo de determinados setores e o consumo de energia. O líder reconheceu que em 2011 algumas metas do governo deixaram de ser cumpridas, tais como aquelas relacionadas os problemas referentes à desapropriação de terra, a demolição de casas, a produção de alimentos e remédios e, principalmente, a distribuição de renda. Segundo alguns analistas, a estabilidade social é prioridade para chegar bem ao Congresso de outubro, por isso as diretrizes atuais são de impulsionar o emprego, o bem-estar social e estimular a demanda interna.