Publicado em: quinta-feira, 30/10/2014

Chile tem projeto de plantio de maconha para fins medicinais aprovado pelo Estado

Chile tem projeto de plantio de maconha para fins medicinais aprovado pelo EstadoEm grande parte dos países do mundo seria um problema solicitar que as autoridades competentes dessem autorização para o plantio e cultivo de 750 pés de maconha em uma área onde se concentra residências, porém no Chile esta autorização foi dada pelo Estado.

Os pés de maconha já começaram a ser plantados nesta quarta-feira, o plantio será apenas para fins medicinais, ou seja, após a colheita da erva, que está prevista para o mês de abril do próximo ano, ela será transformada em óleo, assim poderá ser usada por 200 pacientes, que estão em tratamento contra o câncer, como analgésico.

O projeto Chileno é pioneiro na América Latina, aconteceram discussões sobre a utilização da substância cannabis no Uruguai, posteriormente o país autorizou a venda, cultivo e também o uso da droga, se tornando assim o primeiro país do mundo a legalizar o consumo de maconha, o que não ocorre no Chile, já que a autorização prevê o cultivo apenas para utilização da erva, com fins medicinais.

Segundo o prefeito do distrito de La Flórida, que fica na capital Santiago e é onde o plantio da erva está concentrado, as autoridades não estão entrando em questão quando o assunto é a utilização pessoal da maconha, de acordo com Rodolfo Carter, o que eles buscam nesse momento é apenas se atentar a necessidade medicinal, Carter disse ainda que esta é uma maneira de fornecer às pessoas com câncer um tratamento que seja mais barato, natural e também saudável.

Este projeto ocorre sob a supervisão e acompanhamento da Fundação Daya que é uma organização que não tem finalidades lucrativas. Além disso, pesquisas serão realizadas ao longo do projeto para que se possa comprovar a eficiência do uso da maconha como analgésico.

Segundo Nicolas Dormal que é co fundador da fundação Daya, o intuito do projeto é tornar disponível a maconha, com finalidades médicas, mesmo para aqueles pacientes que não possam pagar, porém nesse início tudo será concentrado nos primeiros 200 pacientes.