Publicado em: sexta-feira, 14/03/2014

Chega a 25 o número de vítimas em protestos na Venezuela

Chega a 25 o número de vítimas em protestos na VenezuelaNesta semana, as ruas da capital da Venezuela, Caracas, foram novamente tomadas por simpatizante e adversários do atual presidente do país, Nicolás Maduro. No confronto, mais três pessoas morreram e com isso, chega a 25 o número de pessoas mortas após cerca de um mês de manifestações no país. Foi realizada pelos simpatizantes do governo socialista de Maduro uma marcha pela paz, todos usando roupas vermelhas. Enquanto isso, os adversários estavam também reunidos para denunciar a ação que eles alegam ser de brutalidade das forças de segurança do país, durante esta turbulência política que vem ocorrendo na Venezuela, a mais significativa em dez anos. Os adversários ao governo estavam vestidos de branco.

Em um momento da manifestação, chegaram a ser usados inclusive canhões de água e gás lacrimogêneo pela polícia e pelos soldados do governo, na tentativa de conseguir bloquear a manifestação dos estudantes, que estavam atirando pedras e coquetéis molotov contra as forças policiais, exigindo a liberação do acesso na rua para conseguirem se dirigir até à Ouvidoria do Estado. Testemunhas chegaram a relatar à imprensa que várias pessoas estavam feridas após a ação e o confronto. Na região central, no estado de Carabobo, um capitão do exército, um homem de meia idade e um estudante foram mortos a tiros, em três momentos separados da manifestação. Nos dois lados do conflito, já somam 25 mortos nas manifestações.

No dia 12 de fevereiro, um ativista pró governo e dois oposicionistas foram mortos a tiros na capital Caracas, impulsionando então o movimento de protestos, que vem causando confronto quase diários na capital, além de em outra cidades andinas no oeste do país. O presidente Maduro, hoje com 51 anos, é um ex-motorista de ônibus que conseguiu sair vitorioso na eleição do ano passado, como sucessor do falecido Hugo Chavéz. Ele ainda declarou vitória sobre uma tentativa de golpe e mesmo com as manifestações, não parece correr qualquer risco de realmente ser derrubado do poder.

Mesmo assim, os estudantes garantem que não vão desistir dos protestos, o que indica que por um tempo prolongado o país continuará nesta instabilidade prolongada, resultando provavelmente em mais mortes e derramamento de sangue, representando ainda mais um novo obstáculo no avanço da economia da Venezuela, que vive uma crise.