Publicado em: quinta-feira, 01/03/2012

Chefe da Força Aérea americana critica cancelamento de contrato com a Embraer

Nesta quarta-feira (29), o comandante da Força Aérea dos Estados Unidos, o general Norton Schwartz, criticou a determinação do governo em cancelar o conrtato para a compra de 20 aeronaves Super Tucano da Embraer (US$ 355 milhões). A decisão norte-americana foi tomada depois que a empresa brasileira, juntamente com a Sierra Nevada, venceu o fornecimento de aviões de vigilância, que seriam utilizados no Afeganistão.

Depois do anúncio do cancelamento do contrato, que foi feito na terça-feira, o comandante afirmou que estava “profundamente desapontado”, e disse que isto representa um “embaraço” para a Força Aérea norte-americana. Uma empresa dos Estados Unidos recorreu a licitação na Justiça, porém, o governo dos EUA justificou o cancelamento dizendo que o cancelamento do contrato com a Embraer aconteceu devido a problemas na documentação apresentados pela companhia brasileira e pela Sierra Nevada.

Schwartz diz que sua reputação corre risco

Nenhum pouco satisfeito com os argumentos do governo sobre a decisão, o general Schwartz afirmou que sua “reputação institucional corria riscos”. Ele afirma que “seu pessoal” irá se esforçar para descobrir o que realmente aconteceu de errado com a licitação, a fim de corrigi-la. O capitão afirma que, se não tiver nada de errado ou for somente um “erro inocente”, um preço alto será pago.

A Embraer, por sua vez, afirmou em uma nota, na terça-feira, que a documentação entregue aos órgãos competentes está correta. O comandante afirma que terá uma imensa decepção se os fatos comprovarem que o governo apenas estragou o contrato com a companhia brasileira, e afirmou que este avião era “vital para o exército afegão”.