Publicado em: segunda-feira, 17/02/2014

CFM entra com ação contra restrição do acesso à mamografia

CFM entra com ação contra restrição do acesso à mamografiaA briga do Conselho Federal de Medicina com o Governo Federal ganha mais um capitulo, a entidade entrou com uma ação pública contra o Ministério da Saúde, que na avaliação do CFM, a portaria lançada pelo governo Dilma restringirá o acesso da população a exames de mamografia.

O Ministério da Saúde afirmou em nota que o Conselho Federal de Medicina costuma propagar falsas afirmações, em contrapartida, a entidade divulgou outro comunicado, repudiando as declarações do Governo Federal. No entanto, apesar de alegar que as críticas são infundadas, irá alterar a portaria.

De acordo com o texto do Ministério da Saúde, fica estabelecido que mulheres com menos de 49 anos devam fazer mamografia para diagnóstico de câncer e não como um exame de rotina, ou seja, o exame seria feito apenas sob recomendação médica e em casos de suspeita. O texto ainda inclui que a mamografia é necessária com pacientes que já tiveram câncer, e com histórico da doença na família.
Entidades médicas afirmam que o exame passará a ser unilateral, reduzindo pela metade o número de diagnósticos, o que, segundo elas, representa um retrocesso para a saúde pública no país.

Após as reclamações do CFM, o texto do Governo Federal será alterado e deixará claro que a mamografia bilateral é a regra e o exame unilateral, deverá ser aplicado em apenas alguns casos.

O Ministério da Saúde alega que as reivindicações do Conselho Federal de Medicina são políticas e até hoje, a entidade nunca se posicionou sobre a mamografia ou qualquer outro exame. De acordo com o ministério, o Brasil segue as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), e destina o exame à população com maior risco (mulheres com mais de 49 anos), e os exames para quem tiver menos de 49 anos são indicados apenas em casos de sintomas e históricos da doença.