Publicado em: terça-feira, 22/07/2014

Cetesb sugere que campus da USP leste seja liberado decisão agora passa a ser da Justiça

Cetesb sugere que campus da USP leste seja liberado decisão agora passa a ser da JustiçaA Cetesb recomendou que o campus leste da Universidade de São Paulo, interditado desde o início deste ano, seja liberado, o campus da Universidade foi interditado após ter sido constatada a contaminação do solo, a decisão tomada pela Cetesb agora tem de ser validada pela Justiça, que ainda não emitiu nenhuma decisão.

Com a interdição um número equivalente a 5 mil alunos estão tendo aulas em locais provisórios e segundo informações da USP os contratos feitos com esses locais estão próximos da data de vencimento, que é daqui a nove dias, de acordo com a Reitoria da Universidade não foram traçados novos planos em relação a esses locais provisórios, já que de acordo com a reitoria eles esperam que a interdição do campus chegue ao fim.

O campus foi interditado tendo como base os laudos da própria Cetesb que declaravam haver risco de explosão no local, já que foi encontrado gás metano no solo e também devido a contaminação da terra, que provém da drenagem do rio Tietê.

A Cetesb justifica sua decisão pela desinterdição do campus declarando que a Universidade de São Paulo tomou atitudes e medidas que fazem com que o campus possa ser liberado para o retorno das atividades da Universidade, segundo a Cetesb houve a instalação de dutos para extração de gás, além disso grama também foi plantada na terra contaminada e tapumes foram colocados para isolar a área do campus.

A Cetesb diz ainda que são necessárias maiores investigações do solo, o órgão determinou a desinterdição do campus após análises realizadas sobre a existência de gás metano no local e ainda não haviam sido colocados os dutos para a retirada de gás, porém a Justiça decidiu que melhorias deveriam ser realizadas no local para que houvesse a desinterdição, a avaliação realizada agora tem mais abrangência.

A decisão de liberar o campus, no entanto, provoca opiniões diversas, já que alguns docentes e também alunos acham que o retorno das atividades no campus é possível, já para outros essa desinterdição pode ocasionar que medidas que possibilitem uma solução definitiva para o problema não sejam tomadas, como retirar a terra que está contaminada do local.

Segundo a professora de obstetrícia Elisabete Franco Cruz, a universidade deveria ter um plano para caso a desinterdição do campus não aconteça, já que segundo ela os alunos estão espalhados por 14 locais diferentes que possuem condições inadequadas, de acordo com Elisabete esse problema não pode se repetir.