Publicado em: quarta-feira, 29/02/2012

CET deve responder por acidente que matou duas pessoas em SP, diz advogado do motorista

Julio Cesar Neves, que defende o motorista do ônibus que matou duas pessoas na terça-feira (28), afirma que a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) deve ser responsabilizada criminalmente pelo acidente. Ele diz que o semáforo da Avenida Vereador José Diniz estava desligado no momento do acidente em que o ônibus se chocou com o carro. O motorista do ônibus, Jonas Santana da Silva, de 26 anos, está preso no 27º DP (Campo Belo) e foi indiciado por homicídio doloso, quando há intenção de matar.

O acidente aconteceu quando o ônibus que Jonas dirigia atingiu o carro em que estavam o empresário suíço Alfred Schorno, 67 anos, e a sua secretária, Anna Camilla Nyarady, 57 anos. O veículo ficou preso embaixo do ônibus e os dois morreram no local.

Uma testemunha que não quis se identificar confirmou que o semáforo estava apagado. O problema no semáforo havia sido registrado cerca de 15 minutos antes por fiscais da SPTrans, empresa que gerencia o transporte na capital. De acordo com eles, nenhum agente da CET estava presente no momento da batida.

Julio Cesar garante também que o motorista não estava acima dos 50 km/h e que Jonas era motorista há três anos e nunca havia se envolvido em qualquer acidente. Apesar do tacógrafo do ônibus apontar que no momento do acidente a velocidade do veículo era de 50 km/h, o delegado do caso afirma que o motorista começou a frear cerca de 20 metros antes e por isso pode-se concluir que o ônibus estava acima da velocidade máxima permitida. A velocidade exata ainda não foi levantada pela perícia da Polícia Científica.

O advogado diz que a prisão foi um exagero e que Jonas deveria responder por homicídio doloso, quando não há intenção de matar. Já a SPTrans disse que “os motoristas envolvidos em acidentes são afastados preventivamente em qualquer acidente, até que sejam verificadas as razões do ocorrido, o que foi aplicado no acidente de hoje”.