Publicado em: quarta-feira, 21/03/2012

Cerca de oito mil medicamentos não terão aumento e preço em 2012

Foi anunciado que este ano 8.840 tipos de remédios terão acréscimo inflacionário, mas não sofrerão alterações nos preços. O paciente poderá comprá-los sem gastar mais dinheiro. Essa decisão valerá para uma categoria de medicamentos, na qual há inclusão de stelara, ritalina e o antirretroviral Kaleta. A categoria que inclui essas substâncias obteve ainda um reajuste de menos 0,25% nos preços, o qual foi considerado legítimo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). O CMED conta com representantes de vários ministérios do governo federal e tem o papel de definir o valor dos remédios.

Embora esses medicamentos tenham apresentado reajustes negativo, outros 13.782, que pertencem a outros grupos, tiveram reajustes. Embora tenham sido abaixo da inflação, foram aumentos consideráveis que variaram entre 2,80% e 5,85%. No ano passado já houve mudança também e ficou entre 4,78% e 6,01%. A variação dos preços de cada categoria foi divulgada na última segunda-feira no Diário Oficial da União e o aumento deve ocorrer a partir de 31 de março.

Cálculo é baseado em diversas categorias

Para fazer o reajuste o governo federal se baseia em três fatores: no índice de inflação, nos preços intra-setor e entre setores e na produtividade. O índice da indústria de 2011 tinha sido de 2,47% e agora passou para 6,1%. Dessa forma, quanto maior a quantia produzida, menor será o reajuste. Isso se justifica porque o lucro já aumentou pela quantidade de vendas, não sendo necessário apresentar elevação de preços para os produtos.