Publicado em: quarta-feira, 02/04/2014

Casos de tortura em unidades militares durante a ditadura serão apurados

Casos de tortura em unidades militares durante a ditadura serão apuradosNessa última terça-feira (1º), a comissão nacional da Verdade anunciou que o ministro da Defesa, Celso Amorim, informou ao coordenador da Comissão Nacional da Verdade, Pedro Dallari, que se dará início aos processos de sindicância no Exército, na Marinha e na Aeronáutica para que possam ser analisados os casos de tortura que aconteceram em unidades militares durante a ditadura.

No dia 18 de fevereiro desse ano, a CNV fez um pedido a Amorim de que seja feita a instauração das sindicâncias internas para assim, poder apurar fatos administrativos que estão ligados aos sete principais centros de tortura, dos quais foram listados por eles.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Defesa afirma, eles ainda não foram procurados por ele. Mesmo depois do Ministério da Defesa não confirmar a decisão, a Comissão da Verdade resolveu disponibilizar os ofícios que foram enviados pelo ministério com as providencias.

Em um dos documentos que foi assinado pelo comandante do Exército, o general Enzo Martins Peri, ele informa ao ministro da Defesa, a abertura das investigações, ele destaca no documento que, é devido a importância e urgência que o assunto requer.

‘Jogando com o tempo’

Já de acordo com o coordenador da Comissão da Verdade, Pedro Dallari, o Ministério da defesa, está jogando com o tempo, usando isso como objetivo de liberar respostas e solicitações que foram feitas pelo grupo apenas quando não fosse mais possível incluí-las no relatório final, que será concluído em dezembro.

Em resposta, o ministério se defendeu dizendo que, ‘não é, não houve e nem haverá qualquer tentativa de esconder ou desviar qualquer tipo de informação’. A CNV afirmou que o Ministério da Defesa encaminhou todos os pedidos da instauração de sindicância aos comandantes em 19 de fevereiro, um dia depois de terem solicitado que a investigação fosse feita.

No mês passado, o Exército disse ao Ministério da defesa que deixou aberto a sindicância e também está em busca de informações sobre esse assunto em órgãos de direção setorial.