Publicado em: quarta-feira, 20/06/2012

Caso Yoki – Mulher de executivo da Yoki tem prisão preventiva decretada

Na tarde de ontem (19), a 5ª Vara do Tribunal do Júri de São Paulo decidiu aceitar a denúncia contra Elize Matsunaga, de 30 anos, detida depois de confessar o assassinato do marido, Marcos Matsunaga, de 41 anos. A partir de agora, ela será ré no processo a respeito da morte do executivo. Além disso, a Justiça decretou também a prisão preventiva de Elize, que ficará detida até que o processo seja julgado. Ainda será decido se ela orá ou não para júri popular.

Matsunaga foi assassinado no dia 19 de maio, no apartamento em que morava com a esposa e a filha de um ano, na Vila Leopoldina, localizada na zona oeste da cidade de São Paulo. Segundo a denúncia do Ministério Público, Elize o assassinou para ter direito ao seguro de vida dele, no valor de R$ 600 mil.

A mulher foi denunciada por homicídio doloso triplamente qualificado por motivo torpe (vingança), meio cruel e ocultação de cadáver

Laudo desmente versão de Elize

De acordo com o médico-legista Jorge Pereira de Oliveira, de 64 anos, ele nunca havia examinado um corpo como o de Matsunaga, mesmo já tendo feito necropsias em vítimas de acidentes, muito mutiladas. Ele afirma também que não consegue explicar como as partes do corpo do executivo estavam em um bom estado de conservação.

O médico-legista ainda desmentiu a versão do crime dada por Elize, pois descobriu que quando Matsunaga teve a cabeça e o braço esquerdo cortados ainda estava vivo. A acusada havia dito para a polícia que esperou dez horas para esquartejar o corpo do marido.

Outra contradição entre o laudo e o depoimento de Elize é que ela contou que atirou em Matsunaga quando ele estava em pé. Entretanto o laudo indica que o disparo foi à queima-roupa, pois ao ser baleado, Matsunaga estaria em um plano mais baixo do que ela, podendo estar de joelhos, sentado ou deitado.