Publicado em: quarta-feira, 20/06/2012

Caso Yoki – Justiça aceita denúncia contra Elize Matsunaga

Um mês depois da realização do crime que chocou o país, na tarde de ontem, terça feira (19), a Justiça de São Paulo recebeu a denúncia do Ministério Público contra Elize Araújo Kitano Matsunaga, por conta do assassinato de seu marido, Marcos Matsunaga, que atuava como diretor executivo da Yoki.

Adilson Paukoski Simoni, o juiz responsável, aceitou ainda a solicitação de José Carlos Consenzo, o promotor, de converter a prisão temporária para preventiva, de forma que ela fique encarcerada até o futuro julgamento. A defesa de Elize não se pronunciou sobre a denúncia e a solicitação.

O juiz, da 5ª Vara do Júri no Fórum da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo, usou como base para determinação da prisão, os artigos 312 e 313, que incluem a existência de provas do crime e indícios de autoria e de crimes dolosos que são punidos com pena de privação de liberdade.

Processo

O promotor declarou estar satisfeito com o resultado dos quatro dias de trabalho, com a conclusão da denúncia sendo aceita em sua integralidade. O promotor ainda designou oito testemunhas do júri, que serão ouvidas numa audiência de instrução, que ainda não teve data estabelecida.

Serão esclarecidas nesta fase dúvidas como o questionamento se Elize contou com a ajuda de alguém, apesar de o promotor acreditar na ação individual da acusada. Elize é bacharel em direito e permanece presa de forma temporária desde o dia cinco deste mês em Itapevi, na Grande São Paulo, na Cadeia Pública.

A prisão temporária deveria expirar no próximo dia 21. Ela confessou a polícia que atirou e esquartejou o próprio marido no apartamento onde moravam, localizado na Zona Oeste de São Paulo, no dia 19 de maio. Depois disso, ela dividiu as partes do corpo em vários sacos plásticos e os jogou em uma estrada em Cotia, também na Grande São Paulo.

De acordo com o promotor, a morte do empresário contou com duas motivações: o medo da perda do casamento e dinheiro. A mulher ainda confessou que o motivo teria sido a traição, que gerou uma briga séria entre o casal.

A denúncia do MP contra Elize inclui homicídio triplamente qualificado por motivo torpe. Este recurso tornou impossível para a defesa da vítima, ale de ter sido cruel e contado com a ocultação do cadáver.