Publicado em: quinta-feira, 05/04/2012

Caso Hopi Hari: antes de acidente, cadeira de brinquedo foi mexida

De acordo com informações do Ministério Público do Trabalho, um dos técnicos que trabalha na área de manutenção do parque de diversões Hopi Hari, localizado em Vinhedo, interior de São Paulo, mexeu na trava de segurança da cadeira da atração La Tour Eiffel, sem ter conhecimento da maneira como ela funcionava. Isso teria ocorrido pouco antes do acidente que acabou matando a adolescente Gabriella Yukari Nishimura, de 14 anos, em fevereiro.

Esse está sendo apontado como um dos principais motivos para a morte da garota, já que o dispositivo de segurança que foi mexido permitiu que a trava do assento em que a jovem sentou ficasse aberta durante a operação do brinquedo. A cadeira estava desativada há cerca de dez anos, mas devido a essa falha que destravou o assento, ela foi utilizada indevidamente.

Felipe Reis, médico perito do Ministério Público do Trabalho, ouviu esse operário quando foi realizada a vistoria no parque há cerca de um mês e afirmou ter ficado bastante surpreso ao receber a informação de que a troca do dispositivo da cadeira que causou o acidente foi realizada por um técnico que não sabia como o equipamento funcionava.

Segundo o advogado do Hopi Hari, Alberto Toron, este funcionário já trabalha no parque há mais de um ano e possui habilitação pelo Crea (conselho de engenharia). De acordo com ele, não há como dizer que o técnico desconhecia o dispositivo e também que é impossível aceitar que essa afirmação seja verdadeira.