Publicado em: sexta-feira, 17/02/2012

Caso Eloá: Lindemberg também deve responder por porte ilegal de arma

Nesta quinta-feira (16), Lindemberg Alves foi condenado a mais de 98 anos de prisão por matar sua ex-namorada Eloá Pimentel e cometer outros 11 crimes. Entretanto, segundo a promotora Daniela Hashimoto, o réu pode responder a um novo processo, o de porte ilegal da arma usada por ele.

Peças do processo do caso envolvendo Eloá serão levadas até o Ministério Público para que outro promotor decida se levará adiante a apuração do fato de Lindemberg utilizar um revólver calibre 32 sem autorização.

Durante seu depoimento à Justiça, o réu contou que pagou R$700 no revólver, que comprou de um homem que conheceu em um parque. De acordo com a promotoria, seria essa a arma que Lindemberg utilizou para assassinar Elóa e na tentativa de matar a estudante Nayara Rodrigues e o policial militar Atos Valeriano. O revólver serviu também para manter as vítimas em cárcere privado e para disparos a esmo realizados durante o sequestro.

Após quatro dias um júri popular, Lindemberg foi condenado a 98 anos e 10 meses de prisão pelos 12 crimes que respondeu. Os crimes incluem cinco condenações por cárcere privado (de Eloá, dos amigos Vitor e Iago e Nayara por duas vezes, pois ela chegou a ser libertada, mas devido às negociações, acabou feita refém novamente); quatros disparos a esmo com arma de fogo; duas tentativas de homicídio (contra Nayara e contra o policial Atos Valeriano); e homicídio doloso duplamente qualificado.

De acordo com a sentença da juíza, os crimes praticados pelo réu chegaram ao grau máximo que a violação da lei penal pode atingir. Ela acrescentou ainda que o acusado agiu com frieza e de forma premeditada em razão de seu orgulho e egoísmo.

“Além de eliminar a vida de uma jovem de 15 anos de idade e de quase matar Nayara e o bravo policial militar, o réu causou enorme transtorno para a comunidade e para o próprio estado, que mobilizou grande aparato policial para tentar demovê-lo da sua bárbara e cruel intenção criminosa”, afirmou a juíza.