Publicado em: terça-feira, 28/02/2012

Caso Elóa: família da vítima quer indenização por ação da PM durante sequestro

Ademar Gomes, advogado da família de Eloá Pimentel, morta em 2008 por Lindemberg Alves, revelou nessa segunda-feira (27) que está movendo um processo contra a Polícia Militar de São Paulo alegando danos morais e materiais em função do modo como a ação foi conduzida, resultando em uma tentativa fracassada de resgate. De acordo com ele, a polícia foi negligente.

A mãe de Eloá, Ana Cristina Pimentel, afirmou também nessa segunda-feira, que a polícia podia ter agido antes para salvar Elóa. “A polícia teve várias chances de fazer alguma coisa e não fez”, disse Ana Cristina. “Não podemos conceber cem horas de cárcere privado sem reação da polícia”, completou Ademar Gomes.

O advogado frisou ainda que a ação teve tantos erros que permitiu que a defesa de Lindemberg Alves tentasse dividir a culpa do condenado com a polícia. Ana Cristina disse que a polícia teve 50% de culpa e queixou-se do fato de a polícia ter lhe dado esperança de resgatar Eloá com vida. Entretanto, ela defendeu a atuação do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) quanto a de ter levado o irmão da vítima, Everton Douglas, hoje com 17 anos, para negociar com Lindemberg. “A polícia tentou, errou, mas quis ajudar”, garantiu.

O julgamento de Lindemberg Alves foi realizado no Fórum de Santo André, no ABC paulista e durou quatro dias. A sentença saiu no último dia 16 e o condenou a mais de 98 anos de prisão. Durante o julgamento, Lindemberg tentou convencer o júri de que a morte de Elóa foi acidental, pois o disparo ocorreu devido a uma reação de susto causada pela invasão do Gate no apartamento em que eles estavam. A vítima recebeu dois tiros, um na região da virilha e outro na cabeça.