Publicado em: terça-feira, 07/05/2013

Casa Branca duvida que rebeldes sírios tenham utilizado armas químicas

Casa Branca duvida que rebeldes sírios tenham utilizado armas químicasA Casa Branca afirmou através do porta-voz Jay Carney durante a segunda-feira (6) que os Estados Unidos são céticos de uma maneira profunda que os rebeldes sírios não tenham utilizado armas químicas e analisam como sendo mais provável que a utilização do arsenal foi feita pelo regime de Bashar Al-Assad.

Esta declaração ocorre como uma resposta para a ex-promotora suíça Carla del Ponte, que é inspetora na Comissão da ONU de Investigação da Síria. Ela afirmou que ouviu depoimentos de civis sírios que faziam acusações de que os rebeldes teriam utilizado o gás sarin, que é considerado como uma arma de destruição em massa, contra tropas do governo da Síria.

A integrante da ONU afirmou, porém que estas investigações ainda não tinham sido concluídas. O sarin é um gás neurotóxico, e atua causando desmaios, além de convulsões e bloqueia a transmissão dos impulsos nervosos, o que leva à morte devido a uma parada cardiorrespiratória. Carney disse que acredita que se alguém utilizou a arma na Síria, é mais provável que tenha sido o regime de Al-Assad que tenha utilizado este gás sarin.

Pouco tempo antes da declaração da Casa Branca, o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, presidente da Comissão da ONU da Síria desmentiu a declaração feita por Carla del Ponte para uma televisão suíça. Pinheiro afirmou não existir provas que sejam definitivas sobre o uso de armas químicas na Síria, nem por rebeldes quanto pelo governo de Bashar Al-Assad.

Durante a última semana, Israel e Estados Unidos disseram que tinham provas de que o gás sarin tinha sido utilizado no conflito. No mês de março, o regime e oposição chegaram a trocar acusações da utilização de armas de destruição em massa na cidade de Aleppo no norte do país.

A ONU pediu ao regime de Assad para entrar no território da Síria para que fossem investigadas estas suspeitas. Porém o ditador disse que só iria liberar a entrada para a região de Aleppo.