Publicado em: terça-feira, 21/02/2012

Carnaval – Mocidade usa as cores de Portinari para alegrar multidão

Carnaval 2012 MocidadeA Mocidade realizou um bonito desfile, cantando sobre Cândido Portinari e usando muitas cores, em alusão aos seus quadros mais conhecidos. A escola surpreendeu a multidão. Muita gente esperava alegorias e fantasias sem muito destaque, já que o carnavalesco Alexandre Louzada havia declarado que a escola enfrentava dificuldades financeiras, com dívidas do carnaval passado e a falta de patrocínio. Ainda assim, os carros mostraram imponência e bom acabamento.

Entretanto, a Mocidade teve problemas com as dimensões. O abre-alas estava largo demais, empacando um pouco antes do setor dez. Foi preciso o esforço de 15 integrantes para coloca-lo novamente no centro da pista. O carro dos índios quase ficou preso na torre de TV, porque a altura do esplendor do destaque era mais alta do que deveria. No final, mesmo com a correria, a Mocidade atrasou um minuto, podendo perder pontos por isso.

Portinari foi lembrado por suas ilustrações de Dom Quixote, pelo uso do lápis de cor e pelos murais “Guerra” e “Paz”, pintados na sede da ONU em Nova York. O último carro tinha a primeira parte escura, fazendo referência à guerra, à fome e à morte. E a segunda era clara, mais alegre e com crianças. A escola contou com poucas celebridades.

A frente da bateria estava em sua estreia a atriz Antonia Fontenelle. Ela foi criticada pela mídia no período de pré-carnaval por não ter ligação com a escola. Ainda assim, na Sapucaí foi simpática, esforçada e apresentou bem os ritmistas. No samba não apresentou grande desempenho. Ela teve aula com outras passistas, como a apresentadora Ana Furtado, mas na quadra pareceu muito ensaiada, sem espontaneidade.