Publicado em: terça-feira, 21/02/2012

Carnaval de São Paulo: Tumulto interrompe apuração da campeã 2012

Carnaval de São PauloMocidade Alegre era quem liderava até a interrupção

A apuração do carnaval de São Paulo foi interrompida em seus momentos finais por um grande tumulto. Um torcedor da Império Casa Verde invadiu a mesa dos jurados que anunciavam as notas, no sambódromo do Anhembi, no momento em que faltava anunciar apenas as notas do quesito “comissão de frente”. Ele pegou vários envelopes com notas e saiu correndo rasgando os papéis.

Após esta invasão, a apuração foi interrompida. Torcedores que permaneciam nas arquibancadas aguardando o resultado começaram a jogar cadeiras perto da grade de proteção. O grupo derrubou as grades que separava o público dos organizadores e invadiu a área restrita. Em meio a confusão, os torcedores saíram do sambódromo e tomaram uma parte da pista local da Marginal Tietê. Além disso, os vândalos também atearam fogo em um dos carros alegóricos que estavam no Anhembi.

Apesar da interrupção na divulgação do resultado, o presidente da Liga das Escolas de Samba, Paulo Sérgio Ferreira, afirmou que não existe a possibilidade de anulação das notas. Se não for possível recuperar as notas que faltavam, vencerá quem estivesse ocupando o primeiro lugar antes do tumulto começar. Neste caso, a grande vencedora deste ano seria a escola Mocidade Alegre, seguida em segundo lugar pela Rosas de Ouro e em terceiro a escola Vai-Vai.

Depois da confusão, policiais da Tropa de Choque da PM circularam pela Marginal Tietê para impedir mais atos de vandalismo. A PM precisou acompanhar torcedores da Gaviões da Fiel até a quadra da escola. A revolta dos torcedores deve estar ligada as baixas notas que a escola vinha registrando na apuração.

O homem que invadiu a área da organização e rasgou as notas já foi detido pela polícia. Até o momento, a escola a qual o homem é integrante, Império da Casa Verde, estava ocupando a 11ª posição, ou seja, ainda não estava na zona para rebaixando para o Grupo de Acesso.

De acordo com Jorge Castanheira, presidente da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, “tem escola que não sabe perder”. E ainda afirmou: “O jogo é jogado, a regra é clara. A escola vem na avenida, canta o samba errado e depois quer tirar o julgador de samba-enredo. Vamos ver se tem possibilidade de levantar as duas notas que faltam, se não tiver, vai se manter o resultado que se mantém até agora”.