Publicado em: quarta-feira, 18/01/2012

Capitão do Costa Concordia condenado a cumprir prisão domiciliar

A justiça italiana decretou na terça-feira (17) prisão domiciliar para o capitão do navio Costa Concordia, Francesco Schettino, que deixou a tripulação antes de ter desembarcado todos os passageiros depois de ter trombado contra uma rocha na última sexta-feira (13), motivo que levou o cruzeiro a afundar. A guarda costeira entrou em contato com Schettino logo quando recebeu o aviso do naufrágio e percebeu que o comandante havia abandonado o navio.

A decisão foi tomada pela juíza Valéria Montesarchio, do Tribunal de Grossetto, depois que o capitão havia passado por três horas de interrogatório. Depois dos questionamentos, Schettino continuou mantendo sua inocência. De acordo com o seu advogado de defesa, Bruno Leporatti, “ele defendeu seu papel na direção do navio depois da colisão, o que, em sua opinião, salvou centenas, senão milhares de vidas”. A versão de Schettino conta que ele não abandonou o navio, mas foi lançado para fora do Costa Concordia em algum momento depois do choque.

De acordo com o depoimento do capitão, não teria como retornar ao navio, pois este estava em um ângulo de 90 graus. Contudo, o depoimento de Schettino não muda o caso pelo qual é processado. A empresa do navio, a Costa Cruzeiros, alega que houve “erro humano”, pois Schettino violou o regulamento que determina 150 metros de distância da costa.

O depoimento de Schettino aconteceu no mesmo dia em que as equipes de resgate encontraram mais cinco corpos dentro da embarcação. Antes dessa busca, o número de desaparecidos estava em 29.