Publicado em: terça-feira, 06/12/2011

Capital baiana possui maior índice de infestação da dengue no Nordeste

De acordo com o Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypsti Nacional (LIRAa), feito pelo Ministério da Saúde, entre 30 de outubro a 4 de dezembro, a capital da Bahia, Salvador, é a que corre maior risco de infestação de dengue no Nordeste. A cidade apresentou 3,5% de Índice de Infestação Predial (IIP). Isso significa que a cada 100 casas que foram visitadas, 3,5 possuíam a larva do mosquito transmissor.

O ministério pesquisou 561 cidades, sendo que 48 foram consideradas em situação de risco, 236 estão em alerta e 277 possuem índice satisfatório. Dos municípios que correm o risco de epidemia, quatro deles estão localizados na Bahia: Simões Filho, Itabuna, Jequié e Ilhéus. Segundo Alexandre Padilha, ministro da Saúde, este levantamento também serve para alertar as autoridades sobre as ações de prevenção da doença, que devem ser feitas de maneira antecipada.

Os dados do levantamento feitos no Nordeste apontam que em seguida de Salvador então Recife (3,1%), Maceió (1,9%), São Luis (1,6%), Aracaju (1,5%), Fortaleza (0,9), Natal (0,8%), João Pessoa (0,8%) e Teresina (0,2%). Se levar em conta todas as capitais brasileiras, Salvador fica atrás de Rio Branco (9,8%), Porto Velho (5,5%) e Cuiabá (4,3%).

De acordo com um boletim da secretaria de Saúde, foram registrados, até novembro, mais de 50 mil casos de dente na Bahia. Isso apresenta uma diminuição de 9,9% dos casos se comparado ao mesmo período do ano passado. Na cidade de Salvador, foram registrados mais de cinco mil casos da doença até outubro, e isto mostra uma redução de 6,51% em comparação com 2010.