Publicado em: quarta-feira, 11/03/2015

Câncer de pulmão é o mais fatal entre as mulheres

O hospital brasileiro de referência no tratamento de câncer, o A.C. Camargo Câncer Center, realizou um mapeamento sobre a doença no Brasil e conclui que o desenvolvimento do tumor especificamente no pulmão é mais letal entre as mulheres. Depois de terem sido tratadas do problema, apenas 20% das pacientes sobreviverem após cinco anos do fim do tratamento. Ainda que o câncer de mama seja o mais incidente entre as mulheres, atingindo quase 40% das pacientes, chega a mais de 85% o índice de sobrevida das pacientes que tratam dessa doença.

O resultado dessa pesquisa no Brasil indica coincidência com o levantamento que foi feito recentemente pela Iarc, a Agência Internacional para Pesquisa em Câncer, em parceria com a Sociedade Americana de Câncer. Esse levantamento internacional já havia apontando que o câncer de pulmão acaba sendo mais fatal entre as pacientes mulheres. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pulmão é também o tumor proporcionalmente mais letal no Brasil para as pacientes femininas, matando cerca de nove mil brasileiras a cada ano.Câncer de pulmão é o mais fatal entre as mulheres

Foram analisados os registros de mais de 15 mil mulheres pelo levantamento do A. C. Camargo, de um grupo de pacientes que foram diagnosticadas e também tratadas dentro do hospital no período de dez anos, entre 2000 e 2010. Os resultados começaram a ser compilados ainda esta semana, indicando que os tumores que mais tem incidência de diagnóstico precoce, como câncer de pele, de mama e de tireoide, alcançaram uma taxa maior de sucesso no que se refere a sobrevida das pacientes. Isso porque atualmente, os métodos de rastreamento dos três canceres são muito simples e eficazes.

Um dos responsáveis pela pesquisa lembra que quando ocorre o diagnóstico precoce, dando início o quanto antes a um tratamento adequado, a chances de obter sucesso contra a doença são de 90%. Ele acredita que as campanhas de conscientização da doença, somados a adesão de medidas de prevenção e melhor preparo dos profissionais da saúde são questões fundamentais para conseguir diminuir os índices de mortalidade da doença no país.