Publicado em: sábado, 27/08/2011

Câncer de Jobs identificado como um raro tipo da doença que pode causar complicações

Com a renúncia do cofundador e principal CEO da empresa Apple, a doença de Steve Jobs que o deixou em licença médica desde janeiro passa a ganhar a curiosidade do povo. Seus problemas de saúde começaram em 2004, mas agora o motivo pelo qual deixa o seu posto na empresa é pela luta contra um câncer. O seu tumor foi encontrado no pâncreas e se classifica como um raro tipo desta doença.

Apesar de existir o conhecimento público a respeito da condição debilitada de Jobs, o cofundador da Apple nunca anunciou publicamente os detalhes sobre o seu quadro médico. Sabe-se que em 2009 o ex-CEO submeteu-se a um transplante de fígado para tentar conter que o tumor neuroendócrino se espalhasse pelo seu corpo. Esse é o tumor pancreático causado pelas células da ilhota. O tratamento aplicado em Jobs é considerado experimental e, também por consequência disso, pode levar a complicações.

De acordo com um estudo realizado pela Universidade da Califórnia em San Francisco, cerca de 80% dos pacientes que realizam o transplante de fígado para combater esse tipo de câncer tem a expectativa de vida por mais cinco anos. Além disso, cerca de três quartos dos pacientes que tem essa doença tem a reincidência dentro do dois a cinco anos.

Em outro momento, quando sua saúde já estava comprometida, Jobs afirmou que quando chegasse o momento em que ele não conseguisse cumprir com as suas obrigações perante a Apple ele mesmo seria o primeiro a dizer. Foi com essas palavras que o cofundador da Apple começou sua carta de demissão enviada aos colegas de trabalho da empresa.