Publicado em: segunda-feira, 17/02/2014

Campanha “Saia Já do Foco”, vai contra o uso do celular no teatro

Campanha Saia Já do FocoUma campanha criativa feita pela revista “Antro Positivo” e imagens produzidas com fotos de atores famosos, ela se chama “Saia Já do Foco” e tem a intenção de alertar aos espectadores a parar de mexer no celular durante o tempo em que estão assistindo a espetáculos de Teatro. A campanha tem participação de atores como Reynaldo Gianechinni, Antônio Fagundes e Maria Fernanda Cândido, são 22 atores que fizeram fotos para a revista digital. Alguns deles como Otávio Muller, Natália Timberg, Juliana Galdino, Ricardo Blat e Elias Andreato, posaram para as fotos somente com a luz do celular no rosto.

A campanha já está sendo vinculada, o problema do celular não se limita somente com o fato dele tocar no meio dos espetáculos, e sim das luzes que atrapalha os atores que estão atuando, por esse motivo levou o dramaturgo Ruy Filho e a designer Patrícia Cidivanes, editores da revista, a lançar a campanha. Patricia diz que a luz do celular compromete a sessão porque desvia a atenção do palco e leva o foco para a plateia. Geralmente as pessoas não percebem que quando pegam o celular e o ligam em uma sala escura, o foco fica todo nele, completa.

Sem redes sociais enquanto se assiste o espetáculo

Segundo Ruy, ele leva isso como um susto, acredita que é algo que devolve o espectador para realidade e o deixa longe do espetáculo, diz ainda que para o ator é horrível, principalmente quando se trata de textos dramáticos que exige uma total concentração. A revista há dois anos já havia feito uma campanha parecida também contra o uso dos celulares, mas, como afirma o editor, antes o problema era somente com o fato das pessoas esquecerem o telefone ligado e ele tocar no meio do espetáculo. Hoje em dia, o celular fica no silencioso mas é usado para entrar nas redes sociais e assim ele não vê a peça, porque fica ligado o tempo todo no celular.
Além das imagens que foram feitas e publicadas na revista, um vídeo também foi produzido para ser passado antes de começarem os espetáculos.