Publicado em: sexta-feira, 09/03/2012

Caminhoneiros querem fazer paralisação nacional após greve em SP

De acordo com os sindicatos e as associações representantes dos transportadores autônomos no país, os caminhoneiros pretendem realizar um protesto de abrangência nacional, da forma como aconteceu na capital paulista durante esta semana, provocando a falta de abastecimento de combustíveis em grande parte dos postos da cidade.

Em nota, Norival Almeida Silva, presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado de São Paulo (Sindicam-SP) avisou que 23 grupos de caminhoneiros preparam uma manifestação contra “as restrições exageradas e outros desmandos que afetam o transportador autônomo nas grandes cidades”. Segundo ele, o que foi feito em São Paulo, deu certo “Nossa estratégia foi parar, principalmente, o segmento de transporte de combustível durante três dias”, explicou, continuando a afirmar que ‘”assim, o desabastecimento do produto viria de imediato, chamando a atenção do município de São Paulo, além de alertar as autoridades das demais cidades que estão adotando a restrição desmedida a caminhões, como a região do ABCD [Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano e Diadema, na região metropolitana de São Paulo] e Osasco”, esclareceu.

A paralisação do abastecimento dos postos de gasolina teve início na segunda-feira (5), em protesto às novas restrições à circulação de caminhões pela Marginal Tietê, via mais movimentada da capital paulista. Já na terça-feira (6), a Justiça de São Paulo determinou a retomada das atividades dos abastecedores, mas somente na quinta-feira (8) o transporte de combustíveis foi normalizado.

Lei restringe horário de circulação dos caminhões

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a partir desta semana, os caminhões não poderão trafegar pela via das 5h às 9h e das 17h às 22h, de segunda a sexta-feira e, aos sábados, das 10h às 14h. De acordo com a CET, o objetivo é “reduzir as ocorrências envolvendo caminhões que interferem no tráfego da região nos horários de pico”. A fiscalização deverá ser realizada por agentes de trânsito e por radares fixos. Quem descumprir a lei será multado em R$ 85,13 e receberá quatro pontos na habilitação.