Publicado em: terça-feira, 03/03/2015

Caminhoneiros mantêm bloqueios em rodovias federais da região sul

Vários caminhoneiros continuam fechando trechos de rodovias federais em vários pontos da região sul, nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. As manifestações dos profissionais tiveram início há cerca de duas semanas, pedindo pela redução do valor do combustível e também contra o aumento do valor cobrado pelo frete. A Polícia Rodoviária Federal do Rio Grande do Sul declarou que no estado mais ao sul existem mais de dez pontos de retenção, como as BRs 468, 472, 386, 392, 293, 158 e 153, atingindo os municípios de Frederico Westphalen, Três de Maio, Três Passos, Palmeira das Missões, Santa Maria, Rio Grande, Júlio de Castilhos, Bagé, Panambi e Cachoeira do Sul.

Existem também bloqueios parciais na BR 163 em Santa Catarina, interferindo nos municípios de Guarujá do Sul, São José do Cedro e Guaraciaba. No mesmo estado, também estão interditados trechos na BR 282, interferindo apenas na cidade de São Miguel D’Oeste. Ônibus, carros de passeio e o transporte de carga viva e alimentos perecíveis estão sendo liberados pelos manifestantes, conforme confirmou a Polícia Rodoviária Federal. Além dos trechos parados nas rodovias, uma mobilização na manhã de hoje reuniu vários caminhoneiros em Brasília, no Estádio Nacional Mané Garrincha. A Lei dos Caminhoneiros foi sancionada ontem, sem vetos, pela presidente Dilma Rousseff.Caminhoneiros mantêm bloqueios em rodovias federais da região sul

O governo declarou que esta era uma das principais reivindicações da categoria para encerrar as mobilizações, integrando o acordo do governo para que as rodovias fossem desbloqueadas. A lei será publicada na edição do dia 3 de março no Diário oficial da União. Conforme informações da Secretaria Geral da Presidência, o governo cumpriu seu compromisso com a categoria ao sancionar a lei e a partir disso, entende que já existe uma tendência de normalidade nas estradas. O governo ainda prometei em nota, que a partir dessa semana, passará a tomar as medidas necessárias para garantir a prorrogação do pagamento de caminhões que foram comprados pelos programas Finame e ProCaminhoneiro, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, pelo prazo de 12 meses. Essa era a segunda parte do acordo entre o governo e os caminhoneiros, mas muitas estradas continuam interditadas.