Publicado em: segunda-feira, 05/03/2012

Caminhoneiros fazem paralisação em São Paulo

O Sindicam (Sindicato dos Transportadores Autônomos de Bens do Estado de São Paulo) decidiu, em assembleia realizada neste domingo (04), fazer uma paralisação em protesto ao início da fiscalização de caminhões na marginal Tietê. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a partir desta semana, os caminhões não poderão trafegar pela via das 5h às 9h e das 17h às 22h, de segunda a sexta-feira e, aos sábados, das 10h às 14h.

De acordo com a CET, o objetivo é “reduzir as ocorrências envolvendo caminhões que interferem no tráfego da região nos horários de pico”. A fiscalização deverá ser realizada por agentes de trânsito e por radares fixos. Quem descumprir a lei será multado em R$ 85,13 e receberá quatro pontos na habilitação.

Cerca de 450 caminhoneiros participaram da assembleia que decidiu parar o transporte de combustíveis nesta segunda-feira (5). Segundo o Sindicam, a restrição de caminhões na Marginal por nove horas é um abuso. Os caminhoneiros afirmam ainda que não há nenhuma alternativa viável de rota. Caminhoneiros de Osasco e Guarulhos também aderiram à paralisação.

Com a paralisação, os principais problemas ocorrem na marginal Tietê, já que alguns veículos pararam em uma faixa de rolamento, no sentido Ayrton Senna, especialmente na pista expressa, no trecho entre o Cebolão e a rodovia Presidente Dutra. A manifestação iniciada por volta das 5h30 bloqueou o acesso à marginal Tietê, provocando um grande congestionamento desde o centro de Guarulhos. Já na principal ligação entre São Paulo e Rio de Janeiro, os caminhoneiros se concentraram em postos de combustível e terminais de carga.

A marginal Tietê é a via mais movimentada de São Paulo, possuindo 23,5 km e recebendo 1,2 milhão de viagens diárias, realizadas por 350 mil veículos, sendo 75 mil deles caminhões. A restrição aos caminhões terá exceções mediante cadastro prévio, para obras de emergência e para VUCs, veículos com até 6,3 metros.