Publicado em: quarta-feira, 21/11/2012

Câmera GoPro muda mercado fotográfico

Câmera GoPro muda mercado fotográficoNa história da fotografia houve dois marcos nas fotos narcisistas. O primeiro foi após a invenção do timer, que a Kodak iniciou as vendas durante a Primeira Guerra Mundial. O segundo começou há apenas alguns anos, com câmeras compactas e de celulares, que adolescentes ficavam frente aos espelhos tirando fotos deles próprios e após compartilha as imagens na internet.

A câmera presente nos celulares é ótima para esta era de redes sociais. Porém até os smartphones têm certa limitação, pois é necessário que alguém segure-os. Já isto não ocorre na GoPro, uma câmera muito pequena mas com altíssima resolução, que está no mercado há alguns anos.

O custo desta câmera fica entre US$ 200 (cerca de R$ 400) e US$ 400 (R$ 800), e ela já testemunhou desde o mergulho de 39 km no ar que Felix Baumgartner fez há poucos dias atrás e em jatos que atingiam à velocidade Mach 5, além de a pranchas de surfe que estavam em ondas com mais de 30 metros.

A GoPro já fez a venda de mais de 3 milhões de câmeras em apenas três anos. A empresa IDC que realiza pesquisas de mercado aponta que esta câmera de vídeo é a mais comprada em todos os Estados Unidos.

No mês de outubro, a empresa, que iniciou no mercado há dez anos com uma câmera que era descartável e fica presa no pulso de surfistas, lançou a sua nova aposta, a Hero3.

Nick Woodman, fundador da GoPro, criou a primeira câmera quando foi surfar na Indonésia. O objetivo dele era tirar fotos de amigos enquanto estavam na água. Porém, quando ele virou a câmera para ele, ele viu qual era o verdadeiro potencial da GoPro.

Woodman diz que a sacada ocorreu no ano de 2007, quando eles perceberam que a GoPro não se resumia a uma câmera que fotógrafos poderiam prender no corpo, e sim câmeras que poderiam ficar presas ao corpo dos próprios usuários para que pudessem se fotografar ou filmar durante uma prática esportiva.

Woodman vendeu a GoPro junto a suportes que permitiam que a câmera pudesse ser acoplada em qualquer objeto, desde pranchas de surfe, bicicletas, capacetes, arreios corporais, até gatos, o que fez com que as pessoas tivessem um laço afetivo com a câmera.