Publicado em: quinta-feira, 03/04/2014

Câmara instala Comissão externa para investigar Petrobras

Câmara instala Comissão externa para investigar PetrobrasA função do grupo será apurar as denúncias feitas contra a empresa estatal Petrobras. Há suspeitas de que os funcionários receberam propina da empresa holandesa de nome SBM Offshore. A Comissão irá colher informações antes de partir para a Holanda. A Câmara dos Deputados criou a comissão na última terça-feira, dia 2 de abril. O coordenador da comissão é o deputado Maurício Quintella Lessa (PR-AL).

O início das investigações se dará através da coleta de informações pertencentes aos órgãos de fiscalização do Brasil para verificar os contratos feitos entre a Petrobras e a SBM Offshore. Depois, a comissão segue para a Holanda a fim de acompanhar as verificações feitas pelo Ministério Público no país em questão.

Quintella Lessa diz que haverá várias audiências que irão acontecer no Tribunal de Contas da União, no Ministério Público e também na Petrobras. Deputados e senadores da oposição estão tentando criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para que haja uma investigação mais ampla a respeito das denúncias da Petrobras.

De acordo com Quintella Lessa, a própria comissão externa será capaz de contribuir com as investigações da CPI. A comissão externa tem prazo de 15 dias para ser instalada. Nesse período serão indicados os integrantes. Após isso, haverá outros 15 dias para a aprovação de requerimentos.

No dia 11 de março, o plenário decidiu pela criação da comissão externa. Esse período foi de crise entre o governo e o grupo de parlamentares de partidos aliados, chamado de “blocão”. A comissão será composta pelos deputados Maurício Quintella Lessa (PR-AL), Anthony Garotinho (PR-RJ), Luiz Alberto (PT-BA), Paulo Magalhães (PSD-BA), Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), Mário Negromonte (PP-BA), Fernando Francischini (SDD-PR), Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

As denúncias de suborno giram em mais de US$ 250 milhões. Primeiramente, uma reportagem em inglês da SBM na Wikipédia tornou público o caso no mês de outubro de 2013. Mas, a repercussão no Brasil só veio nas últimas semanas. O denunciante é identificado como um ex-diretor da SBM que diz que a propina foi paga entre os anos de 2005 e 2011.