Publicado em: sexta-feira, 07/03/2014

Câmara dos EUA aprova empréstimo de US$ 1 bilhão à Ucrânia

EUA vai ceder empréstimo de US$ 1 bilhão à UcrâniaOs Estados Unidos anunciaram na quinta-feira (06) um apoio financeiro à Ucrânia de US$ 1 bilhão. O presidente norte-americano Barack Obama havia pedido para que o Congresso apoiasse o projeto de apoio aos ucranianos.

O projeto de apoio e ajuda monetária foi aprovado por 385 votos a favor e teve 23 deputados contrários. De acordo com informações da Casa Branca, os Estados Unidos já pensava em ajudar a Ucrânia durante as manifestações para garantir estabilidade econômica ao país, que foi adiantado quando o exército russo chegou à península autônoma da Criméia.

O Congresso norte-americano é de maioria republicana, e o projeto é de autoria do deputado Hal Rogers e foi encaminhado à Comissão de Dotações Orçamentárias. Após a aprovação do projeto na Câmara, será encaminhado ao Senado e caso seja aceito pelos senadores, irá injetar um bilhão de dólares na economia ucraniana para superar a crise.

A ajuda financeira à Ucrânia poderá a forçar com que o preço do gás natural diminua, ao contrário do que a estatal russa Gazprom pretende. Além disso, a ideia permitiria que a incerteza no governo ucraniano diminua. O Parlamento da Crimeia tem sido favorável à Rússia e aprovou por unanimidade um referendo o qual permitirá que a população decida a independência da região ou se pretende ser anexado ao território russo.

No entanto, o presidente Obama classificou o ato como uma manobra que viola o direito internacional, além de ir contra à Constituição da Ucrânia.

Crimeia:

Crimeia é uma região autônoma da Ucrânia e durante anos foi pertencente à União Soviética durante anos, quando em 1954 foi anexada ao território ucraniano. No entanto, a maioria da população tem origem russa e o governo da região compactua com os interesses de russos. O presidente ucraniano Viktor Yanokovich foi eleito, em sua maioria, pela população pró-Rússia, e recebeu inúmeras críticas por apoiar o governo de Vladmir Putin.

Descontentes, os ucranianos que vivem no Oeste do país e defendem uma aproximação com a União Europeia, foram às ruas e pediram a deposição de Yanokovich. Meses após o início dos protestos, o presidente é deposto. Na mesma semana, a Russia pediu explicações e não reconheceu a deposição do presidente, e o Parlamento russo autorizou o exercito de realizar uma intervenção militar ao país vizinho, intensificando ainda mais a crise.