Publicado em: segunda-feira, 18/06/2012

Cachoeira fica preso por determinação do Tribunal de Justiça do Distrito Federal

Na última sexta-feira, o desembargador Sérgio Bittencourt, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), negou o pedido de habeas corpus feito pelos advogados de Carlinhos Cachoeira. O empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos está preso desde fevereiro por envolvimento com o jogo do bicho no estado de Goiás e também pela relação que possuía com políticos e funcionários públicos. Embora tenha recebido decisão favorável sobre outro pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) na quinta-feira, o desembargador considerou validos os argumentos da juíza de primeira instância que havia decidido mantê-lo preso. O empresário é suspeito de liderar o esquema de jogos ilegais no Centro-Oeste do país, assim como pode estar envolvido em corrupção.

Advogados alegam que outros réus tiveram liberdade concedida

Os advogados do empresário usam como argumento para soltá-lo que outros réus do mesmo processo tiveram o hábeas corpus aceito pela juíza. Márcio Thomaz Bastos, Dora Cordani e Augusto Botelho alegam que isso deveria ser estendido a Cachoeira. Quem já teve o pedido de habeas corpus aceito foram Wesley Clayton da Silva, Cláudio Dias Abreu e Dagmar Alves Duarte. Eles são acusados de serem integrantes do grupo comandado por Cachoeira e foram presos na Operação Saint-Michel, realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. Os advogados do empresário alegam que os juizes devem aceitar os mesmos motivos para soltarem Cachoeira.

Desembargador concorda com juíza e mantém Cachoeira preso

Mesmo com a pressão dos advogados de Cachoeira, Bittencourt considerou plausível os motivos apresentados pela juíza de primeira instância para deixa-lo preso. Segundo ele, esses motivos justificam o tratamento diferenciado dado a Cachoeira em relação aos outros réus que foram soltos pelo hábeas corpus. Segundo ele, a prisão se mantém para que a ordem pública seja garantida nas investigações já que Cachoeira é considerado o líder da organização que comanda o jogo ilegal em Goiás.