Publicado em: segunda-feira, 15/04/2013

Cabral defende privatização de Maracanã e afirma que em “país civilizado”, estádio não é coisa do governo

Cabral defende privatização de Maracanã e afirma que em “país civilizado”, estádio não é coisa do governoQuando defendeu a concessão do Estádio do Maracanã para a iniciativa privada durante esta sexta-feira (12), o governador Sérgio Cabral (PMDB) do Estado do Rio de Janeiro, afirmou que em países civilizados, os estádios não são coisas de governo.

Cabral diz que o governo do Estado precisa cuidar de mil escolas, além de 50 hospitais públicos, mais de 45 mil policiais militares, 12 mil policiais civis, e de 70 mil professores. E ainda vai ter que cuidar do Maracanã? Ele afirma que isto é uma visão de maneira distorcida.

O Governador lembra que as pessoas adoram o futebol da Europa, a NBA dos Estados Unidos, e diz que então eles devem seguir o modelo destes dois esportes que ele diz ser a lógica dos países civilizados em que o estádio não é uma coisa que pertence ao governo. Ele diz não ter cabimento, pois se ele é um defensor de que o aeroporto passe por concessões, e cita os casos que as pessoas já sofrem com a Infraero, imagine em um estádio de futebol.

Conforme aponta Cabral, esta privatização do Maracanã não vai acarretar em prejuízo para os cofres públicos, pois diz que está sendo exigido do concessionário um valor de aproximadamente R$ 600 milhões em investimentos, fora a administração de um estádio como aquele, que não é algo trivial e cita que o custo do Maracanã fechado é de R$ 4 milhões e quando começar a operar, este custo deve aumentar.

Questionado se o Ministério Público (MP) teve algum excesso quando entrou com uma ação para que o processo de concessão do Maracanã fosse suspenso, Cabral afirmou que o MP tinha todo o direito de que agisse da maneira que pensasse e enxergasse as situações. Mesmo assim, o governador fala que ponto de vista da opinião, ele discordava, pois diz que o promotor tinha entrado no mérito, e não legalidade, porém Cabral diz que isto é um direito que ele tem, pois o MP tem papel da legalidade. Porém isto é direito deles afirma Cabral, e diz que não seria ele quem julgaria o que o Ministério Público deveria entrar ou não e a Justiça tem que julgar se as pessoas estão com razão ou não.