Publicado em: quinta-feira, 12/04/2012

Brinquedos terão redução de preço e vão custar até R$ 50

A indústria brasileira de brinquedos propõe uma nova meta para o ano e deve deixar tanto as crianças quanto os pais mais alegres com a notícia. O setor está trabalhando para apresentar uma redução de preços dos produtos. O objetivo dessa ação é melhorar a competitividade frente aos importados chineses que entram no país com um preço mais acessível. A proposta da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) é baixar os preços a partir de maio. A meta é que a redução esteja presente em pelo menos 76% dos brinquedos produzidos na indústria interna. A estimativa a associação é que até o Dia das Crianças, em outubro, as lojas consigam cobra o valor máximo de R$ 50 cada brinquedo.

Setor também quer atingir as classes D e E

Na perspectiva de Synésio Batista da Costa, presidente da Abrinq, a indústria nacional está melhorando a competitividade na briga com os importados, principalmente com os de origem chinesa que chegam ao Brasil com um valor muito mais acessível do que aquele produzido aqui. Costa argumenta que o produto chinês só tem preço barato, mas tem problemas na qualidade, na baixa tecnologia e na pouca segurança oferecida às crianças. Os produtos devem chegar às prateleiras até meados de maio com valores muito mais acessíveis.

A Abrinq quer que os valores sejam reduzidos até os preços de 2009. Com essa diminuição, os produtos nacionais teriam um valor muito mais próximo ao de um produto chinês. A tentativa também, segundo Costa, é alcançar as classes com menos poder aquisitivo, tais como a D e E.

Hoje os produtos chineses ocupam 70% do mercado interno. Com a queda nos preços nacionais espera-se que a posição seja invertida e eles ocupem apenas 30%, enquanto os nacionais cheguem a 70%. Os incentivos do governo, no entanto, devem dar uma vantagem de somente 1,5%.